Video traz esclarecimentos sobre o impacto da Usina de Belo Monte
terça-feira, 28 de setembro de 2010
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
O rosto a mulher através de 500 anos de arte
Um amigo me mandou esse vídeo e eu achei interessante: postado aqui no flor da rua (ponto)
Fonte:
http://www.artgallery.lu/digitalart/women_in_art.html
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
a grande mentira: MST rouba ovos de tartarugas no Rio Solimões
Um dos maiores espetáculos da Natureza está prestes a acontecer: a arribada ou chegada, em enormes levas, das tartarugas marinhas da espécie oliva nas praias da Costa Rica.
Um desses santuários ecológicos chama a atenção por cenas que beiram as raias do surrealismo – clique na imagem acima e sinta o “clima” –, pelo menos para a nossa escassa compreensão de um fenômeno dessa magnitude.
Para se ter uma ideia da grandiosidade do evento, que se estende do final de agosto até outubro, na orla marítima do Refúgio Nacional de Vida Silvestre de Ostional já se aproxima a primeira e enorme frota de 500 mil fêmeas para dar início ao processo de reprodução. Somadas a outros grandes grupos, poderão totalizar a desova de inacreditáveis 1 bilhão 600 milhões de ovos.
Não é à toa que a praia de Ostional, com apenas 7 km de extensão, é considerada o maior berçário do mundo para a conservação da Lepidochelys olivacea.
Quando as frágeis tartarugas aportarem, serão devidamente recepcionadas nas areias pelos moradores da comunidade local, que se preparam com ansiedade para este momento.
Todavia, ao contrário do que podem fazer supor estas imagens fora do seu real contexto, o recolhimento de menos de 1% dos ovos pelos habitantes locais significa, na realidade, um dos maiores esforços já empreendidos para a preservação da espécie, com o devido apoio e reconhecimento de organismos científicos internacionais e entidades de defesa ambiental, como o combativo Greenpeace, entre outros.
O próprio Projeto Tamar, aqui no Brasil, endossa a iniciativa costarriquenha.
O que se observa no mundo digital, no entanto, é uma frenética troca de e-mails que, desde o final do ano passado, tem inundado ininterruptamente as caixas de correio eletrônico referindo-se a esta ação coletiva como sendo um “crime hediondo contra a vida marinha”.
Com certeza o hoax foi criado por algum degenerado, sabe-se lá onde e com que intenções difamatórias, e já deu várias voltas pelo mundo em todos os idiomas — sendo sistematicamente repassado com a cumplicidade dos inocentes úteis ou gente mal-intencionada, o que dá no mesmo.
Aqui no Brasil, possivelmente devido ao início da campanha eleitoral, o boato voltou a ganhar força nos últimos dias e desembocou em dezenas de blogs que não mantêm qualquer compromisso com a verdade e que muito menos respeitam a inteligência de seus leitores.
Começando pelo pretenso “ataque aos ninhos das tartarugas na Costa Rica”, o embuste virtual transmutou-se em “roubo de ovos na margem esquerda do rio Solimões” e, por fim, com um grande culpado consubstanciando-se na atualidade, na figura emblemática do MST – o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra.

Não bastasse o absurdo de se confundir o paraíso dos surfistas (acima) com as plácidas águas do Solimões (abaixo), agora essa de implicar logo com o MST. O que uma coisa tem a ver com a outra? Pior, sem que qualquer prova factual ou imagem real tenha sido apresentada.
Porém uma rápida busca na Internet é suficiente para esclarecer parte do mistério e apontar alguns envolvidos na ação insidiosa. Blogs e sites com viés nitidamente direitista têm sido os propagadores dessa onda de boatos. Pode-se incluir na lista negra alguns voltados à “defesa do meio-ambiente”, o que significa dizer que inauguraram em definitivo a era do greenwashing virtual.
Mas um dos maiores responsáveis pode ter sido o deputado federal Raul Jungmann, do PPS pernambucano, que manteve em seu site durante meses a estória fantasiosa, mesmo tendo sido alertado inúmeras vezes por seus comentaristas. Sem que se importasse com isso.
Jungmann, afinal, pontificou como supremo ministro da Reforma Agrária justamente no período em que o governo FHC assumiu uma política radical de criminalização contra o MST, com o apoio ostensivo do Judiciário e da imprensa conservadora. Apenas coincidência?
Quem desmontou a farsa foi o blog Cachaça Araci, com posts que acabaram por pautar a velha mídia. Somente depois que o portal das organizações Globo fez a repercussão do caso é que o deputado correu para retirar as acusações de seu site. Mas era tarde, o estrago já estava feito.

O assunto, de todas as formas, é tão fascinante que, por toda a sua dimensão, será necessário elaborar uma série de posts para que possa ser esgotado e devidamente compreendido. E o hoax finalmente neutralizado.
Este é apenas o primeiro. Material há com fartura na rede para ser traduzido, ordenado e posteriormente divulgado.
Se não para interromper a boataria promovida por meia dúzia de pessoas irresponsáveis e impulsionada com a ajuda de milhares de internautas inconsequentes (que não medem nem avaliam as consequências de suas atitudes), pelo menos para se fazer justiça ao admirável esforço de uma pequena comunidade costarriquenha.
São pessoas que, certamente, não merecem passar pelo processo difamatório ora em curso na Internet. Pelo contrário, devem ser reconhecidas mundialmente e ter divulgadas suas ações sustentáveis em defesa das tartarugas marinhas que compartilham as areias de suas praias no espetáculo da procriação e preservação da vida. Porque é disso que se trata.

Fonte:
http://www.materiaincognita.com.br/a-grande-mentira-mst-rouba-ovos-de-tartarugas-no-rio-solimoes/
A preservação das tartarugas na Costa Rica
http://www.youtube.com/watch?v=01Ry22staSc&feature=player_embedded
terça-feira, 7 de setembro de 2010
versos de 21
uns querem que eu case, outros querem que eu obedeça
e que fique um pouco mais
outros arrumam namoradas e somem e aparecem de vez em quando, e eu não sei para onde vai meu coração
tem horas que prefiro fixar-me no cais
e nisso lá se vai à deriva o meu querer
que nem sei se quer mais
ou se nunca quis
ou se está em estado de graça e assim nem se percebe quanta felicidade está envolvido, afogado
que nem respira
o medo apavora o relacionamento, e pede pra ficar com laços bem atados
Com medo de partir e não voltar
Com medo de ficar e infeliz (ponto final, sem vírgulas, já que não se pode parar para respirar)
Ou será que é só a pressa dos 20 e poucos anos?
muito poucos
que nem sei se dá para responder
um sim
para toda vida
vida inteira de não-vícios, de cidades e pessoas
que eu nem sei se vão existir ainda mais
caso eu me leve tão depressa que - Ui! Já foi! Nem vi!
Ver a banda passar e não saber se é triste ou feliz estar na janela sorrindo acompanhada de uma mão e um coração que bate
E sente...
O maior amor do mundo.
Maior do mundo (10/01/2009)
terça-feira, 17 de agosto de 2010
ela tem a minha idade
A letra abaixo é uma música que eu adoro, é de uma cantora que tem estado em crescente evidência no cenário da mpb, o lirismo não enjoativo nas composições de Maria Gadú e a sua voz doce, mas não melosa revelam que ainda há um lugar reservado para a MPB no Brasil, a profundidade de suas composições é sofisticada e alivia os ouvidos de quem não suporta ouvir músicas de refrão. Mas não se contente eu ouvir Shimbalaiê, (que é boa!) mas não se compara a "Altar Particular" nem "Dona Cilá", mais um elogio: até a Baba Baby da - blah! Kelly Key ficou menos - blah! com a interpretação da moça, e em "Ne Me Quitte Pas" de Jacques Brel a interpreção merece um aplauso. (observações de uma leiga)
Encontro
Composição: Maria Gadú
Sai de si
Vem curar teu mal
Te transbordo em som
Poe juizo em mim
Teu olhar me tirou daqui
Ampliou meu ser
Quero um pouco mais
Não tudo
Pra gente não perder a graça no escuro
No fundo
Pode ser até pouquinho
Sendo só pra mim sim
Vem curar teu mal
Te transbordo em som
Poe juizo em mim
Teu olhar me tirou daqui
Ampliou meu ser
Quero um pouco mais
Não tudo
Pra gente não perder a graça no escuro
No fundo
Pode ser até pouquinho
Sendo só pra mim sim
Olhe só
Como a noite cresce em glória
E a distância traz
Nosso amanhecer
Deixa estar que o que for pra ser vigora
Eu sou tão feliz
Vamos dividir
Como a noite cresce em glória
E a distância traz
Nosso amanhecer
Deixa estar que o que for pra ser vigora
Eu sou tão feliz
Vamos dividir
Os sonhos
Que podem transformar o rumo da história
Vem logo
Que o tempo voa como eu
Quando penso em você
Que podem transformar o rumo da história
Vem logo
Que o tempo voa como eu
Quando penso em você
sábado, 7 de agosto de 2010
retrocesso ambiental
matéria retirada do blog do greenpeace
Notícia - 8 jun 2010
Aldo Rebelo apresenta seu relatório de mudanças no Código Florestal. Seu texto anistia desmatadores, legitima a devastação e abre espaço para novos desmatamentos.
O deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) finalmente apresentou seu relatório na Comissão Especial criada pela Câmara dos Deputados para consolidar as propostas de alteração do Código Florestal. A bancada da motosserra à qual Aldo se ligou umbilicalmente nos últimos meses, está, obviamente, exultante. O relator fez um serviço ainda melhor do que eles esperavam.
Na prática, o relatório de Aldo propõe reverter 76 anos de evolução de nossa legislação ambiental. É, portanto, um retrocesso. Legitima o corte indiscriminado do passado recente e abre brechas para novos desmatamentos. Sugere também que desenvolvimento só se faz com destruição da natureza e passa o custo integral da conservação para o contribuinte brasileiro. “O deputado está propondo a socialização dos custos da devastação e a privatização dos lucros imediatos que ela gera”, diz Paulo Adario, diretor da Campanha Amazônia do Greenpeace.
Aldo propõe o fim da função social da propriedade rural no Brasil. Seu texto revoga um artigo que estava na versão original do código, de 1934, e que foi mantido na revisão feita em 1965. Ele tratava as florestas como bens públicos. Pelo que Aldo escreveu, se o contribuinte não estiver disposto a pagar pela conservação ambiental, o fazendeiro pode fazer o que bem lhe der na telha nas terras que ocupa. Foi este tipo de mentalidade, por exemplo, que transformou uma das áreas mais férteis do país, o Vale do Paraíba, entre Rio e São Paulo, numa terra imprestável para a atividade agrícola.
O texto de Aldo também agracia com o benefício da anistia quem, pela legislação em vigor, cometeu crime ambiental. Qualquer desmatamento feito até 22 de julho de 2008 – não importando o tamanho da propriedade – estaria, pela proposta do ex-comunista que virou ruralista, automaticamente perdoado. A Reserva Legal, o pedaço de qualquer fazenda que precisa permanecer destinado à mata nativa, também foi trucidada pelo deputado.
Na Amazônia, ele sugere acabar com ela para propriedades com até 600 hectares. Isso já tinha sido previsto pela própria área ambiental do governo em negociações com representantes da agricultura familiar. Mas Aldo aproveitou a deixa e meteu o pé na porta. Nas outras regiões, fazendas com tamanho de até 4 módulos rurais também estão dispensadas de ter a Reserva Legal. Para as propriedades maiores, Aldo manteve a obrigação nos percentuais atuais – 80% para a Amazônia, 35% para o Cerrado e 20% nos demais biomas – mas deu aos estados e municípios a possibilidade de reduzirem esta demanda pela metade
“Aldo no fundo abriu a brecha para se acabar com a Reserva Legal, porque qualquer fazendeiro com mais de 600 hectares de terra na Amazônia poderá fracionar sua propriedade para fugir da obrigação”, aponta Sergio Leitão, diretor de Campanhas do Greenpeace. Ele sugere também que, para fins de recuperação de uma reserva legal, o fazendeiro pode usar espécies exóticas. Isso, de certo modo, já é uma afronta ao conceito, criado justamente para proteger matas nativas.
Mas do jeito que está escrito, sem especificação de que as espécies usadas na recuperação precisam ser arbóreas, Aldo abre a possibilidade de que um fazendeiro utilize grama ou soja para recuperar sua reserva legal. No caso das áreas de preservação permanente (APP’s), Aldo, além de reduzir a necessidade de manutenção de matas ciliares em alguns rios para 15 metros, dá aos estados o poder de diminuí-las à metade do que exige a legislação federal. Isso inverte uma regra básica da legislação ambiental brasileira, que determina que o que vale é a maior área de proteção.
No artigo 12 de seu texto, Aldo ‘flexibiliza’ a derrubada em encostas entre 25 e 45 graus. Basta uma recomendação do órgão de agricultura estadual para que ela ocorra. E no capítulo X, que trata de incêndios em áreas florestais e rurais, Aldo propõe simplesmente o seu fim. Cuida, no entanto, de deixar uma porta escancarada para a continuidade das queimadas, dizendo que consideradas peculiaridades (não especifica quais) regionais, os estados podem autorizar a queima de campos e florestas.
Em resumo, usando Marx e Engels para defender práticas capitalistas retrógradas no campo, invocando a bíblia para dizer que a natureza deve se submeter à vontade dos homens e posando de nacionalista para assegurar os interesses do agronegócio exportador de commodities, Aldo Rebelo conseguiu o milagre de produzir uma proposta que põe o Brasil no rumo do atraso e da devastação. Na leitura de seu relatório, ele agradeceu aliás a três eméritos ruralistas no Congresso, Moacir Micheletto, Homero Pereira e Anselmo de Jesus.
Não há de quê, deputado. Quem agradece é a turma da motosserra. Ela não poderia ter sido melhor servida.
leia mais em http://www.greenpeace.org/brasil/Blog/
comentários sobre uma relação paradoxal: Carlos Minc e o meio ambiente
EmPACando a política ambiental
Atualmente, a política pública ambiental brasileira tem seguido uma trajetória linear de encontro ao financiamento privado e a convergências ideológicas.
O que deveria ser o maior representante dos ambientalistas, o ministro do Meio Ambiente, na figura de Carlos Minc parece ter impulsionado a roda das negociações de financiamento dos licenciamentos ambientais pelo setor privado, principalmente o industrial, reforçando na prática a idéia de que progresso se opõe a conservação ambiental. A conivência com a instalação aprovada pelo presidente da república da hidroelétrica no rio Madeira, (com a não aprovação do IBAMA) e a promoção do convênio da Secretaria do Meio Ambiente do RJ com a Firjan, não sendo até então ministro, são exemplos desse impulso.
O que se questiona é a real neutralidade dessas negociações, que mais parecem contemplar o crescimento econômico – que inúmeras vezes deixa dúvidas em relação a sua “não oposição” a preservação ambiental – do que valorar o patrimônio naturalmente encontrado nos diversos biomas e inúmeros conhecimentos tradicionais associados a eles, construídos durante séculos pelas comunidades locais.
Em contrapartida, a burocratização do processo de licenciamento atrelado a uma crescente proliferação de órgãos na área não vem como uma melhor avaliação dos casos ambientais, mas sim como ineficiência do setor, já que não está atrelado a contratações de pessoal especializado, com reajuste salarial e aumento da participação nos orçamentos estaduais.
É mais do que urgente a necessidade de entender o dinamismo da expressão ambiental, excluir a visão de algo estático, afastado do cotidiano, com endereço marcado. A questão só será levada realmente a sério, quando for compreendido que o homem e tudo o que ele constrói, cria, cultiva e interage fazem parte do mesmo sistema. Compreendendo também que grande parte dos problemas ambientais são sociais, e que essa dissociação é proposital.
É necessária uma política unívoca, coerente, que não se contradiga ideologicamente e que, na prática, não se limite aos gabinetes e às entrevistas coletivas à imprensa.
- Denise, Jenifer e Mônica (2009)
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